Parte I
Já era de um tempo
que para mim já não era mais
O tempo que era se foi
E o que se foi não será mais
Foi bom
Lembro-me bem de seu primeiro interesse
e que decepção
Como tantas outras, não é, querido?
Ha!, mas veja só como são as coisas
Eu a te chamar de querido
Pensei em piores
Não sou capaz
e isso me traz tanta paz
Sei que te fiz feliz
Ei, não me entenda mal
fui feliz
Quero muito mais
Será que fiz o que a princípio pensei em fazer sem querer?
Não, não
Não, Mariana
Parte II
Mariana... Do mar a estrela cansou
e aqui se instalou?
Sou tão feliz e sinto isto... Diga-me os motivos?
Isto, isso, aquilo, que se foda o iminente e o mais tardar!
Que se foda a vaidade de estar!
Porque não consegues ficar quieta em um só lugar?
Aonde é o seu lugar?
Em que terra tens que estar?
Em que língua tens que falar?
É em terra? Poderei falar?
Sei que já tenho as respostas
E qual o porquê de relutar, Mariana?
Nada é por acaso, e sim, ocaso. Certo?
É isso?
Parte III
Porque a ânsia por correr, gritar e ultrapassar?
O grande mal é pensar?
A mim, agradeço pela minha ignorância
Nos cantos dos lábios um leve esticar de felicidade
A Deus, agradeço pelo deleite
E torço para que, não só o mundo, eu entenda que minha lucidez
Minha, minha...
Parte IV
Se eu deixar de falar,
dar indícios,
Você vai me procurar?
Parte V
É Millôr... Tens razão!
Como são admiráveis as pessoas que nós não conhecemos bem
Parte VI
E você, pra que apareceu?
Surgiu donde?
Não é melhor acabar com isso de uma vez?
Parte VII
Se for se foi
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