expr:class='"loading" + data:blog.mobileClass'>
Mostrando postagens com marcador imagem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador imagem. Mostrar todas as postagens

25 agosto 2020

deserto de mim

pelas janelas dos olhares
a representação de estar não se faz presente
muito menos em raízes verde branco e vermelho

meu pulso desacompanhado de saudade
se mortifica pelas ruas de silêncio
pelos passos dados até aqui


por pertencer em cuidado e afeto
os dias acinzentados reafirmam sua potencialidade
vibrante de sangue e efêmera

hoje compreendo que me firmo e reafirmo em ti
por me acolher manter e se fazer em mim
e isso me traz cor suficiente para prosseguir

até me povoar de seus abraços

Mariana Baldani



Foto por Luiz Halila e poesia feita para ele <3

06 maio 2020

elo arte em pintura


Artista: Victor Eduardo Lemos
Título: Facerist Bougainville Drink
Técnica: acrílica sobre tela
Dimensões: 180x120cm
Data: 2020

28 março 2020

três projeções de mim

o que se passa com cada uma?
existe elo entre elas?
e entre as folhas que compõe as flores?
o quão fazem parte delas?

Mariana Baldani


21 - em construção

02 outubro 2019

poesia da poesia

poesia inspirada na do João Inácio

enquanto não ia
acumulavam-se longos aflitos dias de espera

(des)prazer empilhou
e afluíram os passos

your ears were thirsty
e o relógio da felicidade não parou

nome ressaltado
temor comprovado
decisão tenaz
e eu, presença em si

Mariana Baldani

JI

08 agosto 2019

04 novembro 2016

Nikki Rowe (direction)

"If you have come this far without meaningful direction,
imagine where you can go with a clear vision."

Nikki Rowe


Wanaka Lake - NZ

24 agosto 2016

Querer em si, talvez

Mente não aquieta
que busca se controlar
Olhar fixo
querendo intimidar

Meu conversar se mantém o mesmo
do meu calar
Meu abraço, ordinário, porém
se faz a mostrar

Sei como divagar
talvez não como estar

Sei como conquistar
talvez não como amar

Sei como manter
e sou melhor em quebrar

Mariana Baldani


20 agosto 2016

Guerra, de Cecília Meireles

"Tanto é o sangue
que os rios desistem de seu ritmo,
e o oceano delira
e rejeita as espumas vermelhar.
Tanto é o sangue
que até a lua se levanta horrível,
e erra nos lugares serenos,
sonâmbula de auréolas rubras,
com o fogo do inferno em sua madeixas.
Tanta é a morte
que nem os rostos se conhecem, lado a lado,
e os pedaços de corpos estão por ali como tábuas sem uso.
Oh! Os dedos com alianças perdidos na lama...
Os olhos que já não pestanejam como a poeira...
As bocas de recados perdidos...
O coração dado aos vermes, dentro dos densos uniformes...
Tanta é a morte
que só as almas formariam colunas,
as almas desprendidas e alcançariam as estrelas...
E as máquinas de entranhas abertas,
e os cadáveres ainda armados
e a terra com suas flores ardendo,
e os rios espavoridos como tigres, com sua máculas,
e este mar desvairado de incêndios e náufragos,
e a lua alucinada de seu testemunho,
e nós e vós, imunes,
chorando apenas sobre fotografias,

tudo é tão natural, armar e desarmar de andaimes
entre tempos vagarosos
sonhando arquiteturas."

"Na foto o menino Omran Daqneesh, de 5 anos, aguarda atendimento em uma ambulância, sujo de sangue e poeira após ser resgatado dentre escombros de um edifício alvo de um bombardeio aéreo em Aleppo, no norte da Síria." Fotografia de Reuters.