me disseram sobre o show que vai ter em uberlândia, o verdadeiro. fiquei de cara e lembrei de você, claro. como não, né? pensei em te avisar sobre. não convidá-lo, não faria isso, você sabe. mas comentar a respeito e respeitá-lo o suficiente para sugerir de ir com ela. daí horas depois, por uma força de comunicação virtual - que sempre nos acompanhou, talvez - recebo uma mensagem no skype, atrapalhando meu seriado. era você. sem ser você. é uma daquelas mensagens que é enviada para todos os contatos, sabe? pode ser que seja um vírus. ou só um site de um dos países de lá. comecei a reler nossas conversas, parte delas. como éramos bobos e melosos e apaixonados hahahaha. você era mais, sério. enfim, boas conversas, com fluidez. nosso mundo, aqueles momentos. mesmo distantes lá estávamos nós, juntos. e depois de voltas e voltas pedidas por você, eu queria entrar fundo. saber. conhecer. entender. compreender você. nós. eu. eu, principalmente. e, em um desses momentos, em que, provavelmente eu já estava bêbada de sono - pra não perder o costume, sabemos - eu discordei de você por um adjetivo que não fui e continuo sendo a mesma, nisso. continuei com
e nesse momento percebi bem quem eu era e continuo sendo, aperfeiçoando de pouco em pouco. eu estava sendo forte e só fui me dar conta disso agora. eu fui (e sou, btw) forte por pensar primeiro em mim, mesmo sem perceber nossa inocência sobre a vida cercada de emoções nessa real, do dia-a-dia. eu fui muito foda por saber suportar tudo isso que passamos e chegar na clareza de pensamentos, mesmo com muitos nós longe de serem desatados, nisso tudo que ainda insiste em dizer ser eu. o profundo eu. a mente que leva as ações e fazem da gente o que a gente é, se é que podemos dizer que somos feitos assim. abaixo, lido primeiro desse saber, tem nossas definições de amar, daquela époc a, um pelo outro. bonitinhas. pela escrita (não sei se nas atitudes de viver de fato) parecíamos estar falando de um mesmo sentimento sem nome. idêntico, completamente simétrico... mas, como já dizia o cara do show, é aquela velha história de 'o papel aceita toda qualquer coisa', né?
M. M. Mariana
'eh so...
nao sei... aquele medo, sabe?
de perder, mas faz parte da vida
isso'
M. M. Mariana
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