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04 novembro 2014

Saudade que fica no passado

Sentada na grama, de costas à imensidão do mar penso de como foi todo esse tempo sem você. Teve a saudade de sentar a mesa para jantarmos juntos. Teve a saudade do seu abraço ao me pegar no sono. Teve a saudade de escutar seu coração sereno bater antes de você despertar.  Teve a saudade de te contar sobre a sensação de saltar de paraquedas.

Existiram também saudades de um tempo que não vivemos: nós dois, de mãos dadas, na beira da praia; dos nossos piqueniques de fim de tarde; das nossas viagens pelas praias paradisíacas e outback australianos; de deitar nas ruas gonganas pela madrugada e escalar as montanhas mais vivas que pisei.

Momentos como esses me permitiram gravar-te no meu coração junto a um sorriso nosso. Sorriso que transborda amor e saudade. Aqueles outros momentos que vivemos quase um ano de companherismo também. Mas você viu assim como eu vi o quanto mudamos. Nós, eu e você.

(Longa pausa, de dias, a pensar e se decidir que os 'nós' já deveriam ser desfeitos antes)

Ia dizer sobre a minha interpretação do fim do nosso relacionamento, mas isso já não faz mais sentido. Está no passado, o que está lá já morreu por alguma razão, deixo os nós desfeitos e começo a seguir em frente, sem olhar para trás. Que os nossos caminhos sejam regados por paz, separados.

Mariana Baldani

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