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01 agosto 2014

Espontaneidade

Não saiu da memória. Parece que foi ontem que você me apresentou aquele prato. O molho shoyo mais parecia calda de chocolate. Indagnei na mente. Era espetacular. O sabor, a sobremesa, você, a gente. Difícil apagar ou desapegar das memórias. Mais fácil esquecer gostos de sabores. Já não me lembro de como este era, mas sei que o amo. As pinceladas correm e meu pensamento permanece lá, em meio as tintas. Tenho tão poucos dias para decidir muito deles. Tenho tantos dias para não me preocupar com esses. A minha vida é que nem os desenhos que faço: planejo na cabeça, vou para o rascunho e no palco, aquela imensa tela branca, muito do que planejei não resultou como o esperado. O que representava a esperança transformou-se em um carro carnavalesco. E a engenharia dos prédios? Um dos altares dos barcos rústicos de Phi Phi. Só o mar, com todo seu tormento e suavidade está lá, representando de forma primária seu poder. O improviso às vezes é acertado. 

Na maioria das vezes não.

Mariana Baldani

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