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13 abril 2014

Pensamentos avulsos, ininterruptos

Engraçado como nunca vomitei tanto quanto por esses dias no meu blog. Nos meus rascunhos isso é justificável, mas aqui não ando muito me importando: vou escrevendo o que sai na cabeça, fico em dúvida em algumas palavras, ortografia, acentos, mas deixo a escrita correr. Não consigo mais comer carne. Não sei o que está acontecendo claramente, estou comendo menos que o usual também. Meu corpo já está quase esquelético. Talvez porque esta semana não fui um dia na natação. Talvez seja o estresse dos estudos. Talvez seja você. Estava esquecendo tão bem te esquecer, mas aí com tudo e sem você querer, você voltou. Deu um respirada tão forte em minha boca que os pulmões desgrudaram, porém a dor do coração voltou na mesma intensidade do acordar. Olho pela janela e vejo o sol batendo nas casas e sinto esse frio de 12ºC arrepiar minha pele. Imagino a gente, aqui, vivendo essa vida tão gostosa e tranquila. Imagino a gente saindo das nossas casas, de pé no chão, a chegar à praia. Imagino nossas conversas e risos, nossos olhares e abrigos, um nos braços do outro. Queria te falar da minha suspeita sobre o final de How I Meet Your Mother, queria te falar o quanto você me fez feliz e sou ainda, um pouco, pois vivi isso. Hoje escutei uma música que odeio, não, odeio quem cantar, voz fina demais, só que a letra da música me lembrou o que passamos, os momentos tão simples e especiais que vivemos e nos alegramos em cada um deles. O início da música diz "desde quando te encontrei, já não pude te esquecer",parei pra pensar, que música besta. Mas, esse verso é tão verdadeiro. Eu sei que não vou te esquecer, não tem como e isso não vai nos impedir de viver. Acho que estou aceitando mais o fato de não estarmos juntos... Na verdade eu sei o que estou aceitando melhor: não resolveremos isso agora, com essa distância e nem depois com a outra distância. Talvez quando nos dois estivermos no Brasil, tudo seja diferente, você esteja com a sua mulher, aquela que vai te dar felicidade ao acordar e ao dormir. Talvez iremos só nos esbarrar com um sorriso discreto nos lábios e olhares. Talvez nem iremos nos encontrar, mais. O que temos de sobra são talvezes. Queria te mostrar o vestido novo que comprei, sei que você iria gostar. Queria que você me visse surfar, ia rir muito do quanto passo mais tempode bruços do que em pé na prancha. Eu destruí nossos sonhos, não foi? Sonhos de estarem juntos por muitos anos... Lembra quando você falou a respeito de filhos que vêem pra interligar o casal? Acho que isso é verdade... Primeiro é preciso o amor, mas sim, os filhos mantém os laços fortes do casal. Saberemos isso, juntos ou não. Será que tem um porquê de termos começado? Queria entender tanta coisa que se passou. Tenho saudade de nós. Olho para o ursinho e o abraço achando que você vai voltar, sim, eu sei o quanto idiota ao pensar isso. Ainda mais que você está sonhando com outros sonhos e isso faz bem, não pare. Talvez seja por isso que vou manter o blog trancado. O único que visualiza isso mesmo é você e nós dois sabemos o quanto isso faz mal a você. A mim também, mas se eu deixo de escrever, me sinto pior... Eu destruir a gente por aqui, né? Escrevi coisas que não precisavam ser escritas e fomos nos aproximando demais... E sabemos que liberdade sempre foi o meu forte ou era, já não sei mais. Sei que mudei, muito e talvez você também vá mudar. Se a essência do amor é sempre a mesma tenho lá minhas dúvidas. Queria tirar a pontuação desse texto, mostrar como meu pensamento flui. Não sei a quem mostrar, actually... É, vou abrir um dia meu blog e alguém, além de você, lerá isso. Não sei se lerá existe, pouco me importo agora. Essas palavras são cruéis e santas por maltratar-me e aliviar toda essa dor, ao mesmo tempo. Você precisa experimentar a comida que estou fazendo, não é das melhores, claro, está longe disso, mas você precisa ver o quanto estou melhor. Não agora, ando ruim pra comer, pensar em comida e te falei que acho que você é a influência de tudo? É até engraçado... Se eu te contar das milhares de coisas que quase faço pra chamar sua atenção, você me acharia louca, mesmo. Com esse tempo sem nós vejo o quando preciso deixá-lo ir... Acho que estou conseguindo. É, acho mesmo... Já percebeu o quanto nós, humanos, somos fracos? Qualquer coisinha estamos no chão e o fato de estarmos no chão e a dificuldade de levantar é tão cruel. É necessário se quisermos seguir em frente. Para de entrar nos meus pensamentos, por favor?

Mariana Baldani

 Texto não revisado e nem relido *

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