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02 outubro 2013

Quando o meu centro descentralizou...

É assustador descobrir o oposto daquilo que sempre achei que fosse. Sou destruição, faço mal, não ajudo. Vivo no meu mundo com o meu amar egoísta. Ando sem querer saber se os outros querem me acompanhar. Agrado-me sem saber se os outros podem ou não se agradar com o que faço especialmente pra mim. Sou o ápice da centralização, diária, incansável, cheia de decisões monocráticas e tempo privativo. A mim, é claro. Digo que vou melhorar e olha no que deu! Os mesmos erros, mas com dores maiores, feridas mais sensíveis, olhares mais cansados, corações mais apertados. Afastar-me de ti vai me fazer bem, pois sou capaz, acredite, de sentir sua dor. Se não faço bem a você, não faço bem a mim e, muito menos, a nós. Não sou boa com decisões que envolvem os outros, mas hoje sei que a escolha mais acertada é te fazer seguir o seu caminho. Caminho que merece, com boas companhias, se for possível, melhores que você. Espero que encontre esta maneira de seguir, que seja feliz em exagero e desculpe por este meu amor, doentio, porém saiba que ele sempre foi banhado em sinceridade. 

Mariana  Baldani

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