A vida é uma droga, bons momentos só passam. Ruins momentos estão sempre grudados como a pele, gordura subcutânea e o músculo.
Músculo que com o passar do tempo não acompanham a mente que insiste em evoluir, avançar e prosseguir. Ele falha, trava e atrofia. Não recebe mais oxigênio, vida e blá blá blá.
A grande felicidade talvez seja o não saber. Ninguém dá apoio a ninguém? Perceberam a esperança que tenho? A vontade de insistir em gostar da cor verde?
Covardes criações humana, minhas, bosta! Não há significância no que faço. Não fiz o livro que ajudou minha vizinha, quem diria: uma, duas, três gerações.
É pra isto tudo que nascemos? Crescer, estudar (afinal, quem não é estuda é um marginal, certo, sociedade de merda? Gosto de me tratar bem!), casar, ter filhos, trabalhar (claro, trabalho dignifica o homem, é assim que dizem, né?) e morrer.
Descansar de toda essa utopia que criamos e tentamos.
O papel não acabou, mas minha vontade se esgotou.
Mariana Baldani
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