Faz-se aqui por fazer
Querer e nada mais ter
Que fazer
Pseudos aos montes
De terra surgem
Brotam vida
E nós, digo eu
Cá estou
Com o nariz no livro
A cabeça a mil
E os dedos a guiar
O que se faz por fazer
E querer
A flecha certeira está na mão esquerda
Somos tão falhos
Somos tão sopros
A falsa flecha,
Aquela que fere e apunha-la o peito,
Encontra-se, claro, na mão direita
Minhas, não entendam mal
Minhas mãos, minhas vidas
Aceito conselhos de quem quero ouvir
Doa-se amor
Para quem quer sentir
Para quem quer sentir.
Pois não?
Engano,
De novo,
Daqui de dentro.
Repito:
Doa-se amor
Pra quem quer sentir.
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