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19 julho 2011

Enganar de amor

Forma-se um rosto
Com qualquer sorriso
E olhar oblíquo

A alma está vazia
Sem sentimentos
Sem vontades

Nenhuma gritaria
Sem brotar desejos
Sem escutar vozes

O que fazer para encontrar você?

Muda-se o rosto
Com um forçado sorriso
E um olhar desprovido de sentido

A alma preenchida por ritmos
Que não sabem o que quer
Que não pulsam por coisa qualquer

Nenhum sinal
Letargia em sua forma pura e simples
Nem o violão engana mais o sentir

Uma palavra
De quatro letras
E muito valor

Para consertar um rosto
Colocar um verdadeiro sorriso
E um olhar provido

De amor

Para que a alma seja recuperada
Para que os sentimentos voltem a cada pulsada
Para que as pregas façam suas coordenadas

De amor

Você é a palavra
Você é rosto não-formado
Calor que não é pulsado

O seu sorriso e o seu olhar, desconhecidos
Enquanto isso eu boto mais ritmo
Para enganar comigo, comigo, comigo...

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