Forma-se um rosto
Com qualquer sorriso
E olhar oblíquo
A alma está vazia
Sem sentimentos
Sem vontades
Nenhuma gritaria
Sem brotar desejos
Sem escutar vozes
O que fazer para encontrar você?
Muda-se o rosto
Com um forçado sorriso
E um olhar desprovido de sentido
A alma preenchida por ritmos
Que não sabem o que quer
Que não pulsam por coisa qualquer
Nenhum sinal
Letargia em sua forma pura e simples
Nem o violão engana mais o sentir
Uma palavra
De quatro letras
E muito valor
Para consertar um rosto
Colocar um verdadeiro sorriso
E um olhar provido
De amor
Para que a alma seja recuperada
Para que os sentimentos voltem a cada pulsada
Para que as pregas façam suas coordenadas
De amor
Você é a palavra
Você é rosto não-formado
Calor que não é pulsado
O seu sorriso e o seu olhar, desconhecidos
Enquanto isso eu boto mais ritmo
Para enganar comigo, comigo, comigo...
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